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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Atitudes diante das Batalhas da vida





Texto: Ef. 6:10-12


Em nossa vida diária somos constantemente cercados por batalhas de todos os níveis e situações. Passamos por batalhas em nossos empregos, em nossas casas, escola e faculdade, e principalmente, enfrentamos as piores de todas as batalhas, aquelas que são internas.

- Batalhas que ocorrem em nós mesmos. Mas a questão não é se passamos por batalhas. A grande questão é como nos portamos em nossas batalhas.

- Vamos tirar algumas lições de batalhas que certos servos de Deus enfrentaram.

Vamos analisar 5 Batalhas, e ver qual foi a atitude destes homens de fé.

1ª Batalha: Contra Jericó(Js. 2)

- A cidade de Jericó é nossa primeira lição que queremos tirar sobre atitudes diante da batalha. Havia uma estratégia especifica para ser usada contra Jericó, isto exigiria do povo hebreu um tipo especifico de atitude. Foi o que Josué fez, ele enviou dois espias para falar das fraquezas e Jericó.

- Josué é um livro de realizações. O povo havia sido liberto do Egito, tratado no deserto e agora entraria na experiência da Redenção. Em um sentido espiritual Josué é o Efésios do Antigo Testamento. Pois a entrada em Canaã é um retrato da vivencia da vitória.

- Muitas vezes nos vemos tendo que invadir Jericó. Que tipo de Batalha Jericó aponta para nós hoje.

- “Jericós” são os lugares de difícil acesso, lugares fortificados. São lugares onde você olha e não vê possibilidade de acesso ou sucesso. São lugares de pessoas naturalmente mais capazes que você, conforme o relato que vemos dos 12 espias a Moisés.

- Quando agir de maneira direta?

Tenha paciência pois ela é fundamental para vencer esta batalha, por isso parta para o ataque apenas quando ver todos os sinais verdes a seu favor.

Não seja precipitado, pois a força natural não conseguira fazer as muralhas irem ao chão.

- Foi o que o povo de Israel fez sob o comando de Josué, rodearam a cidade por 7 semanas, e na última semana foram 7 voltas. Orando, proclamando, esperando a ordem para se expressarem.

- Ore, pois a oração é um tipo de ação, às vezes uma ação indireta, mas para tudo há um tempo, local e hora para agir. Espere. Não vá abrir sua boca na hora errada.

2ª Batalha: Contra Ai (Js. 3)

- Ai aponta para lugares imprevisíveis. O povo de Israel subestimou Ai ao dizer que eles não precisavam de todo aquele aparato e pessoas usado contra Jericó.

Ai parecia ser um conquista fácil. Mas as vitórias do passado não garantem minhas vitórias no presente. Podem ser usadas para me encorajar, mas não para garantir.

- Atitudes para esta batalha:

Utilize todos os recursos disponíveis em suas mãos.

- Há momentos em que não contamos com meios naturais, esperamos em Deus, mas quando enfrentamos batalhas do tipo de “Ai” podemos e devemos utilizar os recursos naturais disponíveis em nós, tipo: Conhecimento social, cultural, sutilezas e até astúcias para vencermos essas batalhas.

Procure saber se não há ninguém sabotando os seus planos (Js. 7:24-25).

- Cuidado com os “Acãs” ao seu redor!

3ª Batalha: Contra os Midianitas (Jz.6)

O cenário aqui é a opressão que os filhos de Israel sofriam por parte dos midianitas. Os midianitas apontam para aqueles que se aproximam de nós para roubar nossas idéias, roubar o fruto do nosso trabalho e para minar nossos sonhos. Pessoas do tipo “midianita” se aproximam de nós apenas para trazer desolação.

- Atitudes para esta batalha:

- Permita que Deus transforme o seu caráter (Jz. 6:12). Neste tipo de batalha na vida o Senhor lhe chama para um posicionamento, uma atitude ativa e não passiva.

Vença, supere os seus próprios complexos, você precisa se apropriar da sua nova identidade em Cristo Jesus (veja Gl.2:20).

Cerque-se de pessoas de confiança que compartilham o mesmo tipo de vida que você.

Livre-se daqueles que não tem coragem de pagar o preço. (Jz. 7:4-5; 19-20).

4ª Batalha: Contra o gigante Golias (I Sm. 17).

- Várias vezes em nossas vidas temos que nos deparar com os “Golias”.

- São batalhas incomuns, onde o adversário é muito mais capaz, isto naturalmente falando, do que nós.

“Golias” aponta para adversários comuns, porém, poderosos. Antes de Golias, Davi já havia derrotados outros adversários ferozes e vorazes. (I Sm. 17:34)

- Atitudes para esta batalha:

Se prepare nas tarefas comuns do dia a dia.Foi assim que Davi desmistificou o confronto com Golias. Tarefas comuns como casamento, amizades, trabalho, estudos, família, me preparam para batalhas incomuns.

- Corra, mas não para fugir, mas sim ao encontro do inimigo. (17:48). Não fuja, pois o filho que retrocede não dá prazer ao Pai (Hb.10:38)

Seja ousado e não permita se intimidar pelas ameaças do inimigo ( 17:48).

Olhe para céu que é mais alto que o gigante (17:46).

- O que você tem feito quando o “gigante” vem correndo ao seu encontro?

5ª Batalha: contra Moabe e Amom (II Cr. 20).- Moabitas e amonitas apontam para o tipo de batalhas que vem para nos levar a prevaricar diante do Senhor.

- Muitas vezes somos cercados por pessoas do tipo “moabita e amonita”, eles estão aliançados em ver nossa ruína, nosso fracasso.

- Tais espíritos malignos vem disfarçados de amigos, familiares e até profetas, como foi o caso de Balaão, que foi contratado para levar os filhos de Israel a uma prostituição espiritual. Eles são mui numerosos, e as vezes parece que não vamos suportar a pressão que fazem sobre nós.

- Atitudes para esta batalha:

Busque ao Senhor desesperadamente (20:3).

- Quando Josafá percebeu que os inimigos eram bem mais numerosos que os israelitas, ele se pôs a buscar o Senhor.

- Hoje em nossos dias somos a minoria, na sua sala de aula, no seu trabalho, na sua família, na sua vizinhança.

Confesse a sua debilidade (20:12) ao Senhor, pois Ele é o único que pode realmente ouvir quais são minhas debilidades.

Olhe para o Senhor e não para o tamanho da batalha. (20:12b). Um olhar de fé exige o contemplar do Senhor em minha vida, e o que Ele faz por mim e em mim.

Abra sua boca apenas para adorar (20:22). Se for para abrir a boca para reclamar da situação, da batalha, então não fale.

Conclusão

- Batalhas não são boas, mas são necessárias.

- Todos temos que enfrentá-las. Mas o que realmente vai determinar minha vitória serão minhas atitudes em cada batalha, por isso se faz necessário o uso de discernimento para cada situação.

- Às vezes, terei que ficar parado, esperando apenas no Senhor, em oração.

- Outras vezes terei que agir debaixo de uma palavra específica do Senhor para aquela batalha.

- O que você tem feito quando o inimigo lhe cerca por todos os lados?

- Você tem pensado em desistir?

- Você tem reclamado e não visto o mover de Deus no meio da Batalha?

- Tenha uma atitude correta, busque sabedoria e discernimento espiritual.

- E lembre-se, não fique focando suas armas em pessoas, pois a nossa guerra é contras seres espirituais malignos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Fechando as cortinas da vida


- Paulo foi o maior pastor, teólogo, missionário e plantador de igrejas da história do cristianismo.

- Ele plantou igrejas nas províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor.

- Ele enfrentou açoites, prisões, naufrágios e apedrejamento, mas jamais perdeu a doçura nem deixou de glorificar a Deus no sofrimento.

- Em 2 Timóteo 4.6-18, Paulo fala que seu passado foi marcado por combate, perseverança e fidelidade (2Tm 4.7).

- Ao enfrentar seu presente, afirma que não é Nero que vai lhe matar, mas ele é quem vai se entregar (2Tm 4.6).

- Ao vislumbrar seu futuro, está seguro de que a recompensa divina já está preparada para ele.

- Paulo está no corredor da morte, na ante-sala do martírio. Está fechando as cortinas da vida numa masmorra úmida, fria e insalubre. Não havia mais esperança de liberdade. Deus não o pouparia mais da morte, mas o libertaria através da morte. É nesse contexto que o veterano apóstolo compartilha conosco seus sentimentos.

O que Paulo estava sentindo na prisão, antes do seu martírio?
1. O drama da solidão (2Tm 4.9,11,21).

- Paulo não está apenas preso, mas também só. Ele precisa de Deus, mas também de gente ao seu lado. Por isso, roga a Timóteo para vir estar com ele. Pede a Timóteo para trazer Marcos, o mesmo Marcos que ele um dia dispensara. Paulo anseia por comunhão e relacionamento.

- Deseja ter alguém do seu lado antes de morrer. Gente precisa de Deus, mas gente também precisa de gente.
2. O drama do abandono (2Tm 4.10).

- Paulo diz que Demas, por ter amado o presente século, o havia abandonado. Aquele que um dia caminhara com ele e fora seu cooperador, agora abandona suas fileiras.

- Quando mais Paulo precisa de ajuda e companheirismo, Demas o deixa só. Quando mais Paulo está focado no céu, ansiando pela era por vir, Demas ama o presente século e dá as costas para Deus.
3. O drama da traição (2Tm 4.14,15).

- Paulo enfrenta no final da vida a amarga realidade da traição. Alexandre, o latoeiro causou-lhe muitos males.

- Os estudiosos afirmam que foi esse indivíduo que delatou o apóstolo Paulo, culminando em sua segunda prisão e consequente martírio.

- Alexandre não perseguiu apenas o pregador, mas também a pregação. Ele atacou não apenas o mensageiro, mas também a mensagem.

- Mesmo o maior missionário da igreja cristã, não é poupado de enfrentar, já no final da vida, a dolorosa realidade da traição.
4. O drama da privação (2Tm 4.13).

- Paulo foi o maior líder da igreja cristã no primeiro século. Nenhum imperador exerceu tanta influência na história como ele. Mas esse homem chega ao final da vida sem aposentadoria, sem casa para morar nem mesmo roupa para vestir.

- Ele pede a Timóteo para trazer-lhe seus livros, pergaminhos e até mesmo a capa.

- O inverno estava chegando e ele não suportaria as baixas temperaturas de Roma enfurnado naquela gélida masmorra.

- Paulo não tem luxo e está privado até mesmo das coisas essenciais.
5. O drama da ingratidão (2Tm 4.16).

- O velho apóstolo enfrenta mais um golpe doloroso no final da vida. Na sua primeira defesa, ninguém foi a seu favor, antes todos o abandonaram.

- Aquele que investira sua vida na vida dos outros, agora quando precisa de uma palavra a seu favor, vê a sala da audiência vazia, pois todos o haviam abandonado.

- Antes de sentir-se desolado com a ingratidão dos homens, Paulo afirma que Deus o assistiu e o revestiu de forças.

- Antes de tombar no cadafalso romano, o veterano apóstolo ergue os olhos aos céus, e diz:“Ao Senhor Jesus seja a glória pelos séculos dos séculos”.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Aliança perigosa


Referência: Josué 9.1-27



INTRODUÇÃO
- O diabo é mais perigoso em sua astúcia do que em sua fúria.

- Ele é mais perigoso em suas ciladas do que em sua força. Ele é mais perigoso quando trabalha em surdina do que quando nos enfrenta cara a cara.

- O texto em tela nos fala de um estratagema astucioso que levou Israel a tomar uma decisão precipitada.

- O inimigo disfarçado foi mais poderoso do que os inimigos que empunharam armas de guerra (Js 9.1,2). O inimigo camuflado prevaleceu.
- Josué fez aliança com o inimigo pensando estar tomando uma decisão sábia. A situação parecia tão óbvia que ele nem chegou a consultar a Deus.

Vamos falar neste texto sobre uma aliança perigosa:
I. A PROPOSTA DE UMA ALIANÇA PROIBIDA – v. 6

- Os gibeonitas propuseram a Josué uma aliança imediata e urgente. Mas quem eram os gibeonitas? Aliados ou inimigos? Eles faziam parte dos povos que precisavam ser desalojados da terra prometida. O que a Palavra de Deus tinha a dizer a Josué sobre aquele acordo proposto?
A ordem de Deus era clara para Josué:
“Abstém-te de fazer aliança com os moradores da terra para onde vais; para que te não sejam por cilada” (Ex 34.12).

- A aliança com os povos vizinhos era uma cilada para Israel. Mas por que?
1. Porque os induziria ao casamento misto:
“… nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações; não darás tuas filhas a seus filhos, nem tomarás suas filhas para teus filhos” (Dt 7.3).

O casamento misto foi uma das estratégias mais sutis usadas para derrotar o povo de Deus. O dilúvio varreu a terra porque a terra corrompeu-se quando os filhos de Deus se casaram com as filhas dos homens. Israel se misturou com as nações idólatras e através de casamentos mistos, a nação de Israel acabou adorando deuses estranhos.

Salomão foi o exemplo maior dessa desobediência – Ler 1 Reis 11.1-6.

O profeta Amós disse: 
“Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?” (Am 3.3). O apóstolo Paulo é categórico:
“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? O que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos?” (2Co 6.14-16).
O casamento é misto oferece três possibilidades:
1) 
A conversão do cônjuge incrédulo – 75% não se convertem (queda dos aviões);

2) 
O esfriamento espiritual do cônjuge crente;

3) 
A solidão espiritual do cônjuge crente.
2. Porque os induziria à apostasia e ao ecumenismo
“Fariam desviar teus filhos de mim para que servissem a outros deuses…” (Dt 7.3).

- A aliança com os povos vizinhos levou Israel muitas vezes a servir a outros deuses.

- O livro de Juízes mostra esse fato.

- Muitos abandonam sua fidelidade a Deus, deixam de freqüentar a igreja, esfriam-se na fé e perdem a intimidade com Deus por causa de determinadas alianças firmadas.
- O ecumenismo é ainda hoje um dos perigos mais graves que a igreja enfrenta. É a idéia de que toda religião é boa e todos são em última instância iguais.

- O ecumenismo matou igrejas na Europa, na América e está matando igrejas no Brasil. Não há unidade fora da verdade. Não há salvação fora de Cristo.
3. Porque lhes traria sofrimento e perturbação
“… os que deixardes ficar ser-vos-ão como espinho nos vossos olhos, e como aguilhão nas vossas ilhargas, e vos perturbarão na terra em que habitardes” (Nm 33.55,56).

- Uma aliança conjugal, comercial, empresarial, espiritual fora da vontade de Deus traz tanto desconforto quanto espinho nos olhos.

- Tanto sofrimento como aguilhão nas ilhargas.

- Uma aliança precipitada traz grande perturbação. Israel sofreu por causa dessas alianças.
4. Porque os levaria à própria destruição
“… e a ira do Senhor se acenderia contra vós outros e depressa vos destruiria” (Dt 7.4).

- A desobediência tem um preço alto. Ela provoca a ira de Deus e produz derrota e destruição.

- O povo de Israel sofreu e precisou ser arrancado da sua terra e lançado num cativeiro doloroso para abandonar suas alianças espúrias e desvencilhar-se da idolatria dos outros povos.
II. A ESTRATÉGIA PARA UMA ALIANÇA PROIBIDA

- As nações mais numerosas e poderosas que estavam no caminho de Israel lutaram e resistiram a Josué e o povo de Deus com armas (Js 9.1,2), mas os Gibeonitas dissimularam (Js 9.3-13).

Quais foram as armas da dissimulação?
1. O fingimento – v. 4,5
“Usaram de estratagema, e foram, e se fingiram embaixadores, e levaram sacos velhos sobre os seus jumentos e odres de vinho, velhos, rotos e consertados; e nos pés, sandálias velhas e remendadas e roupas velhas sobre si; e todo o pão que traziam para o caminho era seco e bolorento” (Js 9.4,5).
- Fingir é ser uma coisa e parecer outra. É ser uma pessoa e demonstrar outra. É aparentar uma coisa e ser outra. Os gibeonitas foram atores. Demonstraram um papel, mas estavam enganando.

- Satanás disfarçou-se de serpente para tentar Eva no Éden.

- Ele veio com palavras doces, com promessas sedutoras, oferecendo vantagens extraordinárias. O

- diabo é um embusteiro.

- Ele promete vida e paga com a morte. O pecado é uma fraude.
2. A mentira – v. 6
“… chegamos duma terra distante; fazei, pois, agora, aliança conosco” (Js 9.6).

- Uma das armas do inimigo é a mentira. O diabo enganou Eva no Éden com uma mentira: “É assim, que Deus disse? É certo que não morrereis”.

- Onde a verdade é sacrificada, a aliança torna-se espúria. O diabo é o pai da mentira.

- Quem se envolve com mentira põe o pé numa estrada de vergonha, de opróbrio, de escravidão e morte.
3. A sedução e a pressão – v. 6
“… fazei, pois, agora, aliança conosco” (Js 9.6).

- A pressa é um grande perigo quando se trata de fazer uma aliança. A impaciência é um caminho arriscado. Quem tem pressa, diz o adágio popular, come cru.

- Os gibeonitas tinham pressa. Eles não queriam dar tempo para Josué investigar a verdade.

- Josué caiu na cilada ao firmar com os gibeonitas uma aliança sem tempo para investigar, sem tempo para consultar ao Senhor.

- Muitos ainda agem precipitadamente hoje em seus negócios, em seus investimentos, no namoro e até mesmo no casamento.
4. A esperteza
 – v. 7,8 “…”.
- Quando os gibeonitas perceberam que os homens de Israel estavam lhes desmascarando, se voltaram para Josué para conversar só com ele, o líder. Deram a ele um crédito maior e dessa maneira o induziram a agir sem o consenso.

- Há determinados elogios e preferências que são armadilhas do inimigo para insuflar nosso ego. O pecado que o diabo mais gosto é o pecado da vaidade.
5. As meias respostas – v. 8-13

- Josué perguntou: 
“Quem sois vós? Donde sois?” (Js 9.8). À primeira pergunta, eles não responderam.

- À segunda pergunta, eles mentiram. Eles tergiversaram, desconversaram, ludibriaram. As coisas de Deus são claras, são íntegras.

- Onde as pessoas precisam desconversar, esconder, tapear fica evidentemente que Deus não está presente. Deus é luz. Ele não pactua com o que é escuso.
6. A linguagem piedosa – v. 9
“Teus servos vieram duma terra mui distante, por causa do nome do Senhor, teu Deus” (Js 9.9).

- Josué deu valor ao que eles disseram sem consultar a Deus. Usaram o nome de Deus, sem estar interessados nele. Somos facilmente enganados quando as pessoas vêm usando o nome de Deus. O diabo é mais astuto quando vem vestido de piedade.
- Muitos jovens quando estão interessados em namorar uma moça, se interessam pelas coisas de Deus, freqüentam a igreja e até lêem a Bíblia. Mas depois do casamento, revelam seu total desinteresse pelas coisas de Deus.
7. A astúcia – v. 9,10 e verso 3

- Os gibeonitas relataram os grandes feitos de Deus no Egito, e aos dois reis amorreus que Moisés derrotara, mas não fez menção de Jericó e Ai, para dar a idéia que de fato vinham de muito longe.
- Cuidado com o engano do pecado. Cuidado com os argumentos aparentemente insofismáveis do inimigo. Acautele-se.
III. O PERIGO DE SE FAZER UMA ALIANÇA SEM CONSULTAR A DEUS NAS COISAS QUE PARECEM ÓBVIAS – v. 14,15
“Então, os israelitas tomaram da provisão e não pediram conselho ao Senhor. Josué concedeu-lhes paz e fez com eles a aliança de lhes conservar a vida; e os príncipes da congregação lhes prestaram juramento” (Js 9.14,15).

- Josué fez distinção entre coisas importantes que carecem de oração e coisas insignificantes, óbvias que não precisa consultar a Deus.

- A nossa lógica e bom senso levam-nos facilmente para o mau caminho, quando deixamos de depender de Deus.

- Este texto mostra a fraqueza da sabedoria humana. Devemos buscar o conselho de Deus mesmo naquelas coisas para parecem claras e óbvias.

- Há sempre o perigo da autoconfiança:
 “O que confia no seu próprio coração é insensato”(Pv 28.26).

Vejamos alguns exemplos:
1. Ló – Ló escolheu as campinas do Jordão e foi morar com a família na cidade de Sodoma. Lá, ele perdeu seus bens, sua mulher, seus genros e sua honra.
2. Abraão – Passou 13 anos de silêncio (Gn 16.15,16; 17.1-5). Nenhum aparecimento do Senhor, nenhum altar erigido, nenhuma tenda, nenhum sacrifício. Foram 13 anos em branco. Depois, Deus lhe aprece e diz: “Anda na minha presença”. Confia em mim. Creia em mim. O que eu falei eu cumprirei. Não preciso da sua ajuda.
3. Pedro – Quando Jesus decidiu ir para a cruz, Pedro o reprova. Sem consultar a Jesus, o expõe a uma situação complicada e é duramente repreendido por Jesus.
4. Gibeão quer dizer pequeno monte e nos alerta contra as pequenas coisas que nos impedem de andar com Deus. Sansão, o homem mais forte do VT foi vencido por uma mulher cujo nome significa fraqueza (Dalila). As pequenas coisas podem nos impedir de viver uma vida cristã normal.
5. Josué fez aliança com os gibeonitas de poupar-lhes a vida sem consultar a Deus. Ficou preso a uma aliança que jamais deveria ter feito. Sofreu sem poder tirar o jugo de sobre si e do seu povo.
IV. AS CONSEQUÊNCIAS DE SE FAER UMA ALIANÇA PRECIPITADA
1. Mesmo que você não busque a Deus e faça alianças precipitadas, Deus as ratifica – v. 19,20
- Quantas sociedades que jamais deveriam ter sido firmadas!

- Quantos acordos que jamais deveriam ter sido assinados!

- Quantos namoros que jamais deveriam ter começado!

- Quantos casamentos que jamais deveriam ter sido consumados!
- Muitos buscam a saída do divórcio, dizendo:“Meu casamento acabou porque não foi Deus quem me uniu”. Se você não leva a sério a aliança que você fez, Deus leva.
Veja o que escreveu o profeta Malaquias:
“O Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança” (Ml 2.13,14).
2. Gera murmuração e descontentamento no meio do povo de Deus – v. 18

- Decisões precipitadas acarretam amargas conseqüências. Alianças irrefletidas fazem o povo sofrer.

- Quando a liderança age sem oração, há um descontentamento no meio do povo. Josué e os príncipes da congregação fizeram uma aliança com os gibeonitas sem consultar a Deus e tomaram a decisão errada e agora o povo está sofrendo as conseqüências e murmurando.
3. O povo de Deus precisa se envolver com lutas a favor daqueles contra quem deviam lutar – Js 10.6,7

- Josué está travando uma batalha que não era sua. Está drenando suas energias num trabalho que não era seu.

- Eles estão pagando o preço de terem feito uma decisão apressada, uma aliança irrefletida.

- Eles estão defendendo quem precisariam desalojar daquela terra.
- Quantas noites de sono perdidas.

- Quantas horas de choro e lágrimas vertidas.

- Quantas dores e contorções da alma sofridas.

- Quanto prejuízo financeiro acarretado.
4. O povo de Deus é açoitado com a ira divina quando viola a aliança feita, mesmo que irrefletidamente – v. 20

- A quebra de uma aliança é algo que Deus reprova. É melhor não fazer um voto do que votar e não cumprir.

- Josué e o povo ficaram presos a uma aliança que não deveriam ter feito. Tornaram-se obrigados a defender quem deveriam atacar. Ficaram ligados com quem não deveriam ter relações.

- A quebra daquela aliança era agora uma atitude mais condenável aos olhos de Deus do que o estabelecimento da própria aliança. O rompimento da aliança implicava na manifestação da própria ira de Deus.
5. O tempo não anula as alianças que fazemos, mesmo quando não consultamos o Senhor – 2 Sm 21.1-14

- 400 anos depois da aliança firmada por Josué, o rei Saul matou os gibeonitas e nos dias do rei Davi houve fome de três anos consecutivos por causa da quebra dessa aliança.

- Ler o texto de 2Sm 21.1,2: 
“Houve, em dias de Davi, uma fome de três anos consecutivos. Davi consultou ao Senhor, e o Senhor lhe disse: Há culpa de sangue sobre Saul e sobre a sua casa, porque ele matou os gibeonitas [...] os filhos de Israel lhes tinham jurado poupá-los, porém, Saul procurou destruí-los no seu zelo pelos filhos de Israel e de Judá”.
Dois resultados aconteceram em virtude da quebra dessa aliança:
Em primeiro lugartrês anos de fome.

- O povo, a nação toda sofre. Crianças morrendo de fome, o gado perecendo nos pastos, prejuízos financeiros imensos, lares desesperados, em virtude da quebra de uma aliança firmada há 400 anos.
Em segundo lugarsete filhos do rei Saul enforcados.

- Os gibeonitas pediram sete filhos de Saul para serem enforcados, dois filhos de Rispa e cinco filhos de Merabe (2Sm 21.5-9). Só então, a ira de Deus se apartou de Israel (2Sm 21.14).
CONCLUSÃO
Nós precisamos tomar dois cuidados básicos:
1.Tenha cuidado com as alianças que você faz, com aquilo que você promete.
- Não entre numa aliança seja sentimental, seja conjugal, seja comercial, seja profissional sem antes avaliar profundamente as implicações.

- Há pactos que jamais deveriam ter sido feitos.

- Há casamentos que jamais deveriam ter acontecido.

- Há parcerias que jamais deveriam ser travadas.

- Há sociedades que jamais deveriam ter sido estabelecidas.

- Quando fazemos alianças perigosas e precipitadas, podemos entrar em aliança com o próprio inimigo.

- Quantas pessoas presas a situações embaraçosas porque não tiveram paciência de esperar, de analisar a situação mais detidamente.

- Quantas pessoas se desgastam e sofrem grandes prejuízos porque não consultaram a Deus para fazer sociedades, alianças e acordos.
2.Cumpra suas promessas, quando você as fizer.
- Nossas decisões hoje afetarão as futuras gerações, para o bem ou para o mal.

- Deus não gosta de votos de tolos. Quando você fizer uma promessa, cumpre-a.

- O justo é aquele que jura com dano próprio e não se retrata.